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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Casa da Família Selbach - Bom Princípio preservando sua essência

Investir na restauração de um prédio, ou de mais um prédio de um sítio histórico rico, é como manter uma biblioteca. A história se preserva e vai se contando, materializada, com suas próprias ferramentas. Pois no último sábado (27 de agosto de 2016) a cidade de Bom Princípio comemorou uma parceira de ouro. Comunidade, Poder Público, empresas, e a família dona do imóvel, que o cedeu em comodato de 20 anos, para a restauração e instalação de uma escola de música e sedes de grupos culturais da cidade. 


Em uma cerimônia que contou com a apresentação de vários grupos culturais de Bom Princípio, foi dada a largada no último sábado, 27, para as obras de restauração da Casa da Família Selbach, na Rua Irmão Weibert, no centro da cidade. O projeto de restauração do imóvel teve início com a assinatura do contrato de comodato com a Família proprietária da casa, ocorrido em 2014, e que dá direito de uso ao Município por 20 anos e no sábado foi assinado o contrato de execução da obra.



Já em 2014 foi feito o diagnóstico e projeto de restauração, pelo arquiteto especialista em restauro, Edegar Bittencourt da Luz.  Em seguida teve início a captação de recursos para patrocinar a obra. O patrocínio serrá das empresas Aparas Guarise, MD Móveis Ltda (Madesa) e Selbetti Gestão de Documentos S/A., por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Estado do Rio Grande do Sul; e da Lei Rouanet, do Governo Federal.


Depois de restaurada, a casa será sede da Orquestra WBK, do Coral Masculino, do Coral Feminino, do Coral de Meninas, das Pequenas Vozes, todos grupos culturais locais. Além disso, outra parte da casa será destinada a uma Escola de Música. A obra terá início em 1º de setembro e a previsão é de que as obras estejam concluídas em nove meses.


Para Jaqueline Custódio, que fez o relatório do Projeto de Restauro pelo Conselho Estadual de Cultura a restauração vai recuperar a história da edificação, de quem morou na casa e da própria importância para a comunidade do edifício, que já foi correio, estação rodoviária, hospedaria, salão de festas. “A comunidade tem isso como uma coisa muito dela e isso é muito importante na questão do restauro”, disse Jaqueline.


Para Daniela Steffen, produtora cultural que assessorou o município na implantação do projeto,restaurar a casa é restaurar e valorizar o patrimônio cultural material e imaterial. “Tanto na obra do prédio, como expresso nos saberes, e no legado da música. O ponto forte pra mim é a união de todos por um objetivo comum, familiares,  comunidade, poder público e empresas. É gratificante”, disse a produtora.



Uma parte de um sítio histórico muito bem preservado. Assim a diretora do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), Miriam Sartori Rodrigues, definiu a casa. Conforme Miriam, quando foram iniciadas as obras de restauro da Igreja Católica de Bom Princípio - que, segundo ela é uma das mais belas do Estado -, houve uma percepção que de uma forma isolada não poderia ficar a igreja, já que ela fazia parte de um conjunto histórico importante. “Aí se iniciaram as tratativas, a administração abraçou o projeto, toda a rua foi tombada. O projeto de revitalização da rua incluiu várias ações e agora a Casa da Família Selbach foi premiada para instalação da escola de música e sede da orquestra e grupos culturais”, relatou.


Representando a Administração Municipal no evento, o vice-prefeito Luiz André Steffen lembrou que a obra representa para uma junção dos três tempos, passado, presente e futuro. “Nós estamos muito felizes de poder entregar este projeto para a comunidade porque aqui temos certeza de que não é só uma semente que está se plantando e sim está se fazendo germinar algo muito próspero que é unir toda a história do nosso município ao futuro”, avalia.
“O evento marca uma trajetória de muito trabalho”. A afirmação é do secretário Municipal de Gestão e Finanças Jônatas Weber. Segundo ele, desde aprimeira conversa informal, pesquisa de legislação, criação da lei, contrato de comodato, e outras ações, muito trabalho foi empreendido e muita gente envolvida. “Também não podemos esquecer do mais importante, que foi uma parceria muito grande da própria Família Selbach”, lembra.


Falando em nome dos grupos culturais que vão ocupar o prédio depois da restauração, o maestro da Orquestra WBK, Davi Dessoti destacou a felicidade do momento para todos. “Embora nós tenhamos uma história longa nesta cidade, alguns dos grupos já têm mais de 20 anos, nós somos grupos culturais nômades, sem endereço, o que não é um privilégio só de Bom Princípio, mas uma realidade em todo o Brasil. Mas aqui nós sempre batalhamos muito, e sempre estivemos a espera de alguém que abraçasse nossa causa e nos desse uma sede. Meu desejo é que esta casa seja uma casa com vida, com atividades diárias”, afirmou o maestro.


Durante o evento, Luiz Selbach falou em nome da Família Selbach, e em seu discurso, relembrou momentos da infância e juventude e afirmou que a família estará sempre à disposição para que se mantenha o projeto. 

O Estado também foi representado na assinatura do contrato. Esteve presente na cerimônia o secretário adjunto da Cultura do RS, André Kryszczum. Ele destacou no seu discurso, que este é um momento em quea comunidade toda se envolve no processo de resgate da sua própria história. “Estar colaborando neste processo de resgate da identidade desta comunidade é muito bom. Mais ainda na medida em que sabemos que a destinação é para transformar o imóvel em um espaço permanente de cultura”, destacou.

A Casa
O antigo Sobrado da Família Selbach marca a paisagem de Bom Princípio com a sua arquitetura de influência art déco. Construído sob fundações em blocos de arenito e paredes de tijolos maciços, a construção marca o tempo e os usos que a casa teve ao longo dos anos, como hospedaria, posto de combustíveis, estação rodoviária, cartório, padaria e loja de calçados, central telefônica e salão de festas.
Por sua relevância histórica e arquitetônica buscou-se a sua preservação, influenciada pelo laço afetivo da família que perpassa a valoração física do bem cultural, bem como a memória afetiva que está no imaginário social da comunidade de Bom Princípio. 
A revitalização da Casa da Família Selbach é considerada uma das mais importantes conquistas culturais da cidade dos últimos anos. Incorporado em um projeto maior, de revitalização da Rua Irmão Weibert – cujo objetivo é preservar a história e a cultura do patrimônio situado ao longo desta rua -,o início das obras de restauro da Casa da Família Selbach é um marco que representa ainda a valorização dos grupos culturais de Bom Princípio, que serão beneficiados com uma sede, demanda que eles trazem desde que foram fundados; e uma Escola de Música, para manter e ampliar a tradição musical da cidade.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Projeto Cocoricando ensina responsabilidade aos pequenos de Bom Princípio

Um piquenique de verão no Morro Tico-Tico, na casa da professora Larissa Luft, da Escola Municipal de Educação Infantil Herta Maria, foi o suficiente para que a turma do Jardim A da escolinha voltasse para casa com um novo projeto a desenvolver. O passeio aconteceu no início do ano, quando Larissa e a colega Magale Maldaner trabalhavam no piquenique a alimentação saudável.

Ainda era a semana de adaptação da turminha, mas nem por isso eles deixaram a timidez tomar conta. Foi só ver o galinheiro mantido pela avó da professora, cheio de pintinhos, e imediatamente Larissa e Magale receberam um bombardeio de perguntas.

“As galinhas chamaram a atenção das crianças, especialmente porque elas já haviam trabalhado, em outra oportunidade, a história do sanduíche da Maricota, uma leitura também dentro do projeto de alimentação saudável”, conta Larissa.

E depois de responder qual delas era a Maricota, o que comiam, o que faziam, entre outras indagações, as professoras perceberam o grande interesse das crianças e tiveram a ideia de aprofundar o conhecimento sobre as penosas. Depois de concretizar a parceria com o Programa União Faz a Vida, do Banco Sicredi, nasceu o Projeto Cocoricando.

“Não é um projeto baseado em pesquisa, mas em observação e desenvolvimento da responsabilidade das crianças. As galinhas, que hoje temos na EMEI, são responsabilidade deles. Nós disponibilizamos o alimento, mas quem dá a comida para elas são os alunos, assim nós vamos estimulando a responsabilidade, o compromisso, o cuidado com os animais”, explica Magale.

Como o projeto começou
A primeira parte do trabalho foi feita em maio, com o ovo da responsabilidade. Nesta etapa, cada aluno recebeu um ovo para levar para casa e ficar sob sua responsabilidade. A missão era não deixar quebrar e cuidar dele. “Foi bastante interessante, faz dois meses que mandamos o ovo com os alunos e tem uma criança que ainda possui o dela, inteiro. As crianças também choravam quando quebravam o ovo. Teve uma que quis substituí-lo, mas a ideia era não substituir justamente por causa da responsabilidade e funcionou muito bem”, contam as professoras.

Em outra etapa, os alunos levaram uma galinha de pelúcia para casa, num galinheiro de mentirinha feito com uma caixa e com um caderno de registro para fotos e comentários contando como havia sido a passagem do bichinho por cada casa. “Tivemos registros maravilhosos no caderno. Além disso, conseguimos envolver muito a família, os pais tiveram que confeccionar uma galinha de material reciclável. Hoje temos um caderno que mandamos com as crianças para registrar receitas onde o principal ingrediente é ovo. Este caderno agora deve passar por todas as turmas e vai se transformar em um livro de receitas”, explicam.

O galinheiro
O mais interessante do projeto, é que ele foi ganhando novas etapas, tanto que será expandido. Conforme as professoras, a ideia inicial era encerrar o projeto em junho. Mas novas ideias vão levar até o final do ano o trabalho das crianças.

Uma destas novidades inseridas no Cocoricando foi a construção do galinheiro. “A ideia surgiu de uma brincadeira, quando estávamos falando sobre como seria a culminância do projeto. Levamos a sério nossa brincadeira e pedimos ajuda ao pai da aluna Camila, Edson Luiz Christ, que topou imediatamente ser parceiro na construção. Na comunidade conseguimos o material, na Internet conseguirmos o modelo, e hoje as crianças são responsáveis pelo cuidados de Dorothi e Didi, duas galinhas que, quando chegaram, provocaram um alvoroço entre as crianças”, revelam as professoras.

Segundo elas, quando as galinhas chegaram, foi uma festa. “Na tarde em que elas chegaram, tive que trazer as crianças seis vezes até o galinheiro para ver as galinhas”, conta Magale. O galinheiro levou dois duas para ser construído e está pronto há cerca de um mês. Nas férias, as professoras ainda não sabem como farão com Dorothi e Didi. “Talvez vamos ver com os pais quem quer recebê-las, ou vamos providenciar para que alguém venha cuidar delas”, contam.

E experiência do galinheiro serviu também para inspirar uma proposta de comparação, entre o galinheiro da EMEI, e um aviário, que visitaram para conhecer o processo e ver as diferenças. Dos cuidados com as galinhas da EMEI, apenas a higienização do galinheiro não é feita pelas crianças. Mas é acompanhada, até porque, os resíduos são usados na plantação de milho na horta.

Prazer e diversão com responsabilidade
Segundo Larissa, neste projeto as crianças aprenderam coisas que vão levar para o resto da vida. “Acredito que o projeto seja o resultado de algo que realmente fez sentido para as crianças, pois ao ser um assunto de seu próprio interesse elas puderam aprenderam de forma prazerosa. E vão levar para o resto da vida estas lições, como a responsabilidade e o cuidado que devemos ter com os colegas, a comunidade escolar em si e as próprias galinhas", disse.

Para Magale, no início do projeto não havia dimensão de como seria divertido. Nós buscamos o interesse dos alunos, e tivemos a participação da comunidade e das  famílias, o que foi muito importante para nós. A todo tempo foram prestativos e dispostos a ajudar, tanto, que o resultado maior foi a construção de nosso galinheiro, mostrando assim uma cooperação entre família e escola, que é um dos objetivos principais do Programa União Faz a Vida, do Sicredi, que foi nosso outro parceiro.

CÂNCER E PILATES, QUEM DISSE QUE NÃO DÁ?


Você consegue imaginar uma mulher com câncer de mama - que faz periodicamente sessões de quimioterapia, que já não tem mais cabelos e que está prestes a realizar a cirurgia que vai lhe tirar a mama -, dizendo, entre sorrisos: - Não fosse pelo frio na careca, eu até esqueceria que tenho câncer!?

Pois ela existe, e é aquele tipo de pessoa que quando você conversa um pouquinho, já fica pensando que problemas, são relativos, e o tamanho deles, é o tamanho que damos a eles.

Regina Lazzaretti Manique da Silva tem 56 anos, é professora aposentada, e hoje trabalha fazendo tortas e docinhos por encomenda. Ela teve diagnóstico de câncer de mama em 13 de fevereiro deste ano (2016).

Um diagnóstico pelo qual ninguém quer passar. Uma doença complexa, e cujos reflexos não se dão apenas no campo físico, mas, e bem profundamente, nos campos mental e emocional dos pacientes.

Conforme Regina, a biopsia apontou carcinoma invasivo de mama (ductal infiltrante) do tipo não especial. Na amostra, a lesão exibe grau 2 de Nottingham. Ela chegou ao resultado depois de uma visita de rotina ao médico, que solicitou os exames.

Bastante otimista e com um sorriso que não sai do rosto, Regina conta que, antes do diagnóstico do câncer, realizava algumas caminhadas esporádicas, mas nenhuma atividade física constante.

Alguns hábitos mudaram mesmo, depois do diagnóstico, segundo ela, principalmente na alimentação. “Sempre gostei muito de doce, e agora evito comer. Procuro evitar alimentos com muitos produtos químicos. Ao invés disso, prefiro uma alimentação natural e orgânica”, explica.

Outra mudança destacada por Regina foi a postura frente às dificuldades corriqueiras. “Muitos problemas tornaram-se insignificantes e sem importância. Penso que é preciso valorizar tudo que nos rodeia, todas as vivências, experiências. É uma ressignificação da vida”.

Quanto ao trabalho, ela afirma que segue realizando todas as atividades que fazia anteriormente. O lazer também se manteve na sua rotina diária. “Continuo participando de todas as atividades que tinha antes do câncer: almoço com a família, jantar fora, participar de comemorações com a família e amigos, faço compras. Não tenho limitações para qualquer atividade”, afirma, categórica.

Quem lembra da cena emocionante da novela Laços de Família, onde a atriz Carolina Dieckmann, a Camila, cortava os cabelos depois do diagnóstico do câncer, e chorava copiosamente, imagina que toda perda deve ser dolorosa. Cabelos não, pelo menos para Regina. Após 15 dias da primeira quimioterapia, ela conta que seus cabelos começaram a cair, então resolveu cortar, raspando a cabeça. “Foi muito tranquilo, porque já estava preparada para isto. A cabeça raspada é um símbolo da luta pela vida”, conta.

E como Regina chegou no Pilates
Diagnosticada com câncer, numa análise cultural, seria o caso de parar com tudo, descanso total, até a cura, certo? Errado. Nem sempre esperar a vida passar é o melhor remédio. E dependendo da situação, este não é, definitivamente, remédio para coisa alguma.

Regina conta que desde o ano passado tinha vontade de praticar Pilates, mas a falta de tempo não permitia. E se muita coisa se manteve como antes em sua rotina, o sedentarismo foi uma das que se inseriu naquela pequena parte que teve mudanças profundas.

No novo cenário que se apresentou em sua vida, Regina precisava optar por um exercício físico, ainda que inicialmente havia pensado que não poderia realizar as atividades em função das reações da quimioterapia. Como não apresentou efeitos negativos, Regina optou pelo Pilates. “É uma atividade sem impacto, que favorece um autoconhecimento corporal, priorizando uma concentração na realização dos movimentos. Com isso, sinto um melhor condicionamento físico, um bem-estar geral. Percebo que, apesar de estar participando há poucos meses das aulas, já progredi na flexibilidade corporal e na resistência muscular”, relata.

Partindo para o desafio
O relato da educadora física Rosi Dias, que conta a evolução de Regina desde que a recebeu em seu estúdio de Pilates e Treino Funcional, em Novo Hamburgo/RS, é repleto de orgulho. “Há quatro meses nos conhecemos, Regina veio ao meu encontro por dois motivos: recomendação médica e indicação da Rejane, sua irmã, que é minha aluna há seis anos.”

Depois de uma aula experimental e um período de avaliação reciproca entre aluna e professora, decidiram então encarar o desafio. “Logo me chamou a atenção como alguém com câncer de mama fazendo quimioterapia conseguiria executar movimentos de força e resistência. Também pensei no tamanho do desafio que seria para Regina, com o corpo ainda frágil, sem consciência corporal e respiração ofegante, os músculos e as articulações precisando de movimentos para não atrofiar, seu corpo num todo precisava melhorar”, conta Rosi.

A força de vontade, a persistência e a disciplina foram fundamentais para Regina chegar onde está hoje, segundo a educadora. “Ela só falta as aulas quando faz as sessões de quimioterapia. Tem muita força de vontade. Não demorou muito para evoluir, o importante é que combinamos de ir até o seu limite, respeitando seu corpo, e deu muito certo, em pouco tempo ela vem mostrando suas evoluções, como: a respiração, o corpo mais inteligente, melhorou a postura e já está mais forte também”, comemora.

Como profissional da área da saúde, Rosi revela que acompanhar a evolução de Regina é um imenso prazer. “Trabalhar com indivíduos saudáveis é muito fácil. Ter indivíduos que apresentam patologias é totalmente diferente, precisa de conhecimento em relação à patologia para poder prescrever e administrar os treinos. E saber que com meu trabalho posso contribuir, mesmo que seja uma pequena parte, é gratificante. A socialização também contribui muito nesse processo, ela sai da rotina, conhece pessoas e histórias diferentes, e isso tudo, levando uma vida normal.

Regina faz aula de Pilates de solo duas vezes na semana em grupo com mais quatro pessoas. Ela realiza exercícios de força, resistência, equilíbrio, flexibilidade e respiração, em aulas que exigem muito do corpo e da mente, uma vez que para executar os movimentos é preciso conectar corpo e mente. “Fazer isso tudo, com sorriso nos lábios, bom, isso é coisa da Regina mesmo. O maior presente para mim é ver que ela está sempre sorrindo, de bom humor, e feliz”, diz Rosi, finalizando com uma frase de Joseph Pilates, criador do método, onde ele diz: “Seu corpo é o maior bem, ele guarda e reflete sua alma, cuide dele como se fosse uma pedra preciosa e nós lapidaremos”.

A gratidão
As pessoas que passam por uma patologia complexa como é o câncer, sabem o valor da gratidão àqueles que foram importantes neste processo. Regina tem uma lista grande a agradecer. Ela começa salientando a competência dos profissionais da saúde que a atenderam ou ainda estão atendendo.

“Todos muito competentes, seguros em suas ações e dedicados. A todos sou muito grata. Meu ginecologista, Dr. Paulo Luiz Rech, que solicitou uma mamografia e uma ecografia mamária, assim que fui consultar, ao constatar o nódulo. A partir do resultado, imediatamente me encaminhou a mastologista Dra. Gabriela Rosali dos Santos, que solicitou uma biópsia e outros exames para identificar possíveis extensões do câncer: raio x do tórax, ecografia abdominal, cintilografia óssea, ecocardiograma e alguns exames de sangue. A partir do resultado da biópsia que constatou o tipo de câncer, ela solicitou um exame imuno-histoquimica do material da biópsia. A partir deste resultado, me encaminhou ao oncologisra Dr. Andrey Manfro para iniciar o tratamento. A toda equipe do Centro de Tratamento Oncológico que atualmente me atende com dedicação, atenção e profissionalismo, sempre esclarecendo minhas dúvidas e indagações. À psicóloga Berlize Anschau que está me dando o amparo emocional nesta hora tão difícil, oferecendo um suporte muito importante para um melhor enfrentamento da doença”.

E é com o mesmo sorriso, que lhe é peculiar, que Regina completa: “Sempre fui muito positiva e tenho muita fé. Acredito que tudo que nos acontece serve para aprendermos algo e nos tornar melhor e mais forte. O que me fortalece e ampara também é o apoio da família, dos amigos e de todos que estão juntos nesta luta. Cada palavra de incentivo me fortalece e me faz ter uma postura positiva frente a doença.”

Pilates e o câncer de mama
O auxílio do Pilates como preventivo e redutor das complicações causadas pela quimioterapia, radioterapia e cirurgia foi citado em uma matéria da Revista Pilates em abril de 2015.

Na reportagem, a revista divulga uma pesquisa feita com pacientes de câncer de mama praticantes do Pilates. Segundo o texto, os resultados desta prática nos pacientes são sentidos logo nas primeiras sessões. A matéria cita uma pesquisa publicada em dezembro de 2010 pelo jornal europeu de medicina o “European Journal of Medicine de Reabilitação Física”, que dividiu dois grupos, de 26 pacientes cada, sendo que um dos grupos realizou exercícios associados com Pilates, enquanto o outro realizou apenas exercícios.

O grupo que realizou o Pilates demonstrou melhora na capacidade funcional e fadiga, o que deu um salto maior para a recuperação pós-cirúrgica do câncer de mama. A prática também ajudou a restabelecer os movimentos e a recuperar a força no braço e no ombro, auxiliando também na diminuição da dor e da rigidez nas costas e pescoço e na recuperação física do paciente.
Leia a matéria completa da Revista Pilates no link: https://is.gd/aAxDY3

O exercício como preventivo do câncer
Em maio de 2016, o site Eu Atleta, do Portal G1 divulgou uma pesquisa que foi considerada a maior análise já feita até hoje sobre a relação entre exercícios físicos e o câncer. Segundo a reportagem, metade dos voluntários pesquisados afirmaram que, no último ano, se exercitaram em uma quantidade igual ou maior que 150 minutos por semana e a outra metade menos. A saúde deles foi monitorada durante 7 a 28 anos.

Os resultados indicaram, conforme a matéria, que os indivíduos que mais se exercitaram apresentaram um percentual menor de diversos tipos de câncer como o esofágico, fígado, pulmão, cólon, mama entre outros. Foi relatada uma diminuição de risco de desenvolvimento de câncer de 7% para os indivíduos que praticavam atividade física regularmente.

Outros aspectos também foram apontados pelos pesquisadores, para quem pratica, três vezes por semana, 50 minutos de exercícios, como o equilíbrio de hormônios, cujo desequilíbrio pode causar tumores como o estrógeno no câncer de mama por exemplo; o controle de fatores pró-inflamatórios que poderiam estimular um processo inflamatório crônico que favorece o desenvolvimento tumoral; e a regulação da insulina, evitando assim sua resistência que está associada com diversas condições clínicas não benéficas.

Veja a matéria completa do site Eu Atleta https://is.gd/wqnW0v
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Pais entram na brincadeira dos filhos no resgate de brinquedos de antigamente

Resgatando brinquedos da Infância. Este é o título de um projeto desenvolvido com os 12 alunos da turma de Jardim B I. Com o apoio do Programa A União Faz a Vida, da Cooperativa Sicredi, a proposta das professoras Josiane Fraga e Lucilene Kuhn, começou em abril deste ano, passou por uma pesquisa realizada com os pais, sobre quais os seus brinquedos na infância e culminou na decisão da construção da casinha no pátio da escola, num projeto que envolveu crianças, professores, famílias e comunidade.


Depois da decisão da construção, o grupo foi em busca da arrecadação de materiais e logo após se deu inicio a obra. Como esta turma é pequena, segundo as professoras, acabou sendo fundamental a participação das famílias. “Contamos hoje com a parceria ativamente de nove pais e um avô dos pequenos”, disse Lucilene.

No decorrer do projeto foram realizadas outras construções, também com a ajuda de familiares. Entre elas, carrinho de lomba, pernas de pau, colheres de pau, pipa, bonecas de pano, cinco Marias. “Nos sábados as mães e as crianças participam de rodas de chimarrão com lanches compartilhados. As crianças aproveitam para se divertir com os colegas. Assim, percebemos como é importante esta interação entre família e escola” explica Josiane.

Conforme Josiane, o projeto teve início depois de um passeio nos arredores da escola. “Percebemos que seria importante resgatar as memórias da infância, sentindo, tocando e ousando da criatividade, através da construção de brinquedos mais simples. Valorizando e vivenciando a pureza da infância dos familiares. Desta forma, se reduziu o ênfase ao consumismo infantil, tão presente na vida diária das crianças”, revela a professora.

A sua colega Lucilene lembra que o objetivo do projeto é oportunizar um resgate para as crianças, das vivências da infância dos seus pais em relação ao brincar. “Eles precisavam usar a criatividade para construir os brinquedos. A construção da casinha proporciona para as crianças um resgate dessas vivências, onde o mundo do faz de conta e o desejo pelo brincar se fazem presentes. As crianças já estão encantadas com a casinha e cheias de entusiasmo, trazendo sugestões de como podemos utilizá-la, e assim, enriquecendo este espaço”, afirma Lucilene.

A diretora da EMEI, Janete Schneider Poersch destacou que o projeto vem de encontro àquilo que se acredita ser ponto de partida na Educação Infantil. “O brincar como enfoque principal, desenvolvendo todas as habilidades e competências dos nossos alunos. Esse Projeto resgata isso. Como resultado temos a construção de uma casinha, fruto do envolvimento das professoras, dos pais, da comunidade e do Programa A União Faz a Vida”, lembra a diretora.

Uma brincadeira para todo mundo
Para as crianças, conta muito o brincar sem gastar. Assim pensa, por exemplo, o aluno Caio Daniel Fernandes, de 5 anos. “É legal porque a gente quer construir brinquedos de antigamente para brincar e a mãe gastar menos”, disse o menino. O mesmo pensamento tem Stéfani Monique Muller, 6 anos. “A gente não pode comprar um monte de brinquedos porque senão os pais ficam pobres e para os pais não ficarem pobres a gente faz brinquedos”, explica. Para Dgeovana Tayna Schneider, 5 anos, ajudar a construir também dá uma graça a mais no processo. “A gente ajuda a construir para a gente brincar muito e ser cada dia mais feliz”, finalizou a garotinha.

Mas se os filhos estão contentes, os pais não ficam longe disso. Viviane Hofsetz, mãe de Lucas, salienta a importância do projeto. “É muito bom ver nossos filhos resgatando um pouco dos brinquedos do passado”, avalia. Já Rosane Schneider destaca ainda a integração entre família e escola. “Esta integração permite nos conhecermos um pouco mais. Até porque, o tempo para estas trocas é pequeno”, lembra.

Responsáveis pelo serviço mais pesado, os pais também estão radiantes. Laércio Trasel, pai de Gabriel, conta que foi o filho que pediu que ele participasse. “É importante o envolvimento das famílias na construção da casinha. E é uma coisa que vai ficar para a escola, permitindo que outras crianças utilizem”, destacou.

Leonardo Hanauer, pai de Bruno, reforçou a integração. “O bacana disso tudo é que a gente tem uma oportunidade de integração com o pessoal da escola, que é o lugar onde nosso filho fica. Além disso, a gente acaba tendo um entrosamento bacana, entre os pais, tendo mais união. Acho que todo mundo ganha com isso, inclusive a escola. Além disso, hoje, nos tempos de internet, a gente está fazendo algo que vai fazer com  que nossas crianças se movimentem um pouco mais, que saiam da frente do computador, onde ficam jogando ou assistindo vídeos. Ali vão ter mais oportunidade de correr, pois é um brinquedo bacana , que acho que será bem aproveitado pelos nossos carinhas”, completou.

A União Faz a Vida

A União Faz a Vida oferece às instituições educacionais um Programa de Formação Continuada de seus profissionais enfatizando o trabalho com projetos. Sua metodologia procura partir da curiosidade e necessidade das crianças buscando a elaboração de projetos que combinem o que a criança quer saber com as capacidades, objetivos e habilidades a serem desenvolvidas pela escola. Um de seus objetivos é contribuir para a educação integral de crianças oportunizando a ela a construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Salve os pequenos talentos da Pampa, salve os pequenos talentos do mundo

Quando digo que a Pampa é Pop, não estou sendo bairrista, estou sendo otimista, não só com a Pampa, mas com este planeta maravilhoso que o Grande Pai nos presentou.

Acredito que estamos criando uma geração de seres pensantes, pelo menos estamos tentando. Cada um, a seu jeito, buscando o melhor para o todo.

Esta simpatia pelo todo, este desejo de mudar o mundo, essa fé na transformação eu presenciei no último sábado, quando entrei no Centro de Cultura e Eventos de Bom Princípio e assisti 178 jovens flautistas empolgados em sua apresentação.


E quando digo jovens, é porque são jovens mesmo, gurizadinha de 4º, 5º e 6º ano das seis escolas municipais de Bom Princípio, mais uma estadual.



Regidos e orientados por um grupo de talentosos músicos e professores da família Dessotti (Davi, Nina e Sophia), acompanhados pelos professores Márcio Orth e Fábio Neiss, de Tupandi; Diego Salvador, de Triunfo; e Matheus Domingues de Charqueadas, os pequenos flautistas deram um show.




Os professores passaram o dia com os estudantes em atividades diversas no 2º Festival de Flautas de Bom Princípio, que culminou com a apresentação, ao final da tarde, de músicas dos Beatles pelos participantes, sob o olhar "babado" de pais e mães que não cabiam em si de tanto orgulho.


Era tanto artista que o palco foi pequeno demais para todos.


Eu acredito que a música pode salvar o mundo. Então, quem faz algo pela música e para seguir o espetáculo, merece uma salva de palmas. Parabéns Família Dessotti.



A organização do Festival de Flautas foi da Academia Musical Dessotti e Secretaria Municipal de Educação com apoio cultural da Câmara de Vereadores de BP, Jornal Primeira Hora e Orquestra WBK.

O mais bacana é que foi uma semana intensa para os alunos dos profes Davi e Nina. Na quinta e na sexta foi realizado 4º Festival Juntos Num Só Ritmo, do Projeto Música na Escola da Secretaria de Educação de BP, com apresentações das turmas a partir dos 6ºs anos das escolas São José e 12 de Maio.

Então é isso, saí da minha noite de sábado realizada, eu vi um espetáculo.